[Por: Matias Soares]
A religião da linguagem beligerante voltou a ganhar espaço em nossas comunidades e estruturas. Há quem a descreva como uma tentativa de “teologia do domínio”, com um intento pré-moderno de defesas e ataques a tudo o que é diferente dos seus elementos doutrinários. Não tenho elementos mais consistentes para aprofundar que tipo de reflexão teológica seria essa; mas ouso situá-la na corrente da religiosidade pós-moderna. É estranho estar com uma linguagem barroquista, com uma crescente presença contemporânea. Penso ser mais uma construção das subjetividades hipermodernas que criam uma imagem de deus à sua imagem e semelhança. Como estamos atolados numa crise do humano, também estamos a sufocar o Deus revelado por Jesus Cristo. Aquele dos Evangelhos, que nos apresentam o filho de Deus, puro e simples (cf. Mc 1,1; Mt 1,1; Lc 1,32 e Jo 1,1). Essa balbúrdia teológica faz com que a religião seja usada para a manipulação das massas e as projeções individuais dos pregadores de plantão, pela Internet, encontrem eco nos inconscientes coletivos de uma sociedade marcada por tantos males pessoais e sociais. A religião, num continente, como é o latino-americano, marcado pela carência na educação e com sentimentos religiosos herdados dos nossos antepassados, tem tornado-se um lugar atraente e terreno fértil à alienação e à impostação destas religiosidades aguerridas e combativas das diferenças. Neste sentido, a negação dos valores evangélicos são patentes na sua raiz e as intenções dialógicas do Concílio Vaticano II são jogadas para fora da sacramentalidade da Igreja…
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