25 de Julio de 2014
Rubem Alves foi um dos pioneiros da Teologia da Libertação, com a publicação de seu livro, em 1969, sob o título: "A Theology of Human Hope" (o título original de sua tese doutoral era outro: Towards a Theology of Liberation). Tempos depois, ele acrescentou um prefácio, publicado nas Comunicações do Iser (1988). O título era bem significativo: Sobre deuses e caquis. Começa o prefácio pedindo desculpas ao leitor: "Peço desculpas por ter escrito assim tão chato. Eu não queria, porque eu não sou assim. Se escrevi desse jeito foi porque me obrigaram, em nome do rigor acadêmico. Eles pensam que a verdade é coisa fria e até inventaram um jeito engraçado de escrever, tudo sempre no impessoal, como se o escritor não existisse, e assim o texto parece que foi escrito por todos e por ninguém. E foi por causa deste frio que se interditou o aparecimento da beleza e do engraçado nos textos da ciência. O saber deve ser coisa séria, sem sabor".
Rubem Alves foi um dos pioneiros da Teologia da Libertação, com a publicação de seu livro, em 1969, sob o título: "A Theology of Human Hope" (o título original de sua tese doutoral era outro: Towards a Theology of Liberation). Tempos depois, ele acrescentou um prefácio, publicado nas Comunicações do Iser (1988). O título era bem significativo: Sobre deuses e caquis. Começa o prefácio pedindo desculpas ao leitor: "Peço desculpas por ter escrito assim tão chato. Eu não queria, porque eu não sou assim. Se escrevi desse jeito foi porque me obrigaram, em nome do rigor acadêmico. Eles pensam que a verdade é coisa fria e até inventaram um jeito engraçado de escrever, tudo sempre no impessoal, como se o escritor não existisse, e assim o texto parece que foi escrito por todos e por ninguém. E foi por causa deste frio que se interditou o aparecimento da beleza e do engraçado nos textos da ciência. O saber deve ser coisa séria, sem sabor".
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