[Por: Matias Soares]
No livro do Gênesis é dito que o homem foi expulso do paraíso por causa da sua desobediência (cf. Gn 3, 23-24). Essa imagem do Éden como lugar da criação e da harmonia, que existiam antes do pecado da humanidade, é algo fascinante. Somos muito bem colocados neste cenário, no qual todos desejamos estar, já que as nossas ações sempre terão por finalidade a felicidade. Essa categoria religiosa diz mais da nossa humanidade do que conseguíamos dizer pela pura racionalidade. Através dela, podemos nos situar como seres abertos ao transcendente, necessitados de absoluto e curiosos pelo que nos aguarda além do natural. Temos aqui a categorização do sobrenatural, que está fincado no natural. É uma descrição antropológica que o pensamento contemporâneo tentou descaracterizar, tendo pela frente o “drama do humanismo ateu” (cf. Henri de Lubac), que propõe uma via negativa da condição humana ao transcendente…
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