O Amor de Deus é insuficiente

01 de Febrero de 2026

[Por: Matias Soares]




O amor a Deus é necessário; mas o amor de Deus é insuficiente. Esse amor não nos torna só objetos; mas também sujeitos dele. Essa reflexão pode gerar inquietação em alguns; contudo, o que nos propomos é pensar numa ‘ética da responsabilidade cristã’ frente aos desafios existenciais e sociais da nossa Era, com tantas complexidades e injustiças no seu ordenamento sistêmico. A leitura que somos chamados a fazer da Dilexi Te - Exortação Apostólica do Papa Leão XIV, sobre o amor para com os pobres - deve nos levar a essa conclusão: o amor com o qual somos amados deve ser aquele com o qual devemos amar o Outro, especialmente os Pobres (cf. DT, 24-34). Temos uma constatação de algumas religiosidades católicas pós-modernas de que a relação com Deus tem uma dimensão mais vertical do que horizontal. Há uma mística de olhos fechados às situações históricas que são claramente contrárias ao projeto do Reino de Deus, anunciado por Jesus de Nazaré (cf. Mc 1,14-15; Mt 4,17.23; Lc 4,18-19). Os textos evangélicos entrecruzam-se e favorecem uma visão clara da missão de Nosso Senhor em vista da conversão pessoal e, com ela, a transformação das estruturas sociais e excludentes (cf. Mt 5,1-12; Lc 6,17-26; 25,31-46)...

 

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