A Igreja de Natal e os Sinais dos Tempos

16 de Mayo de 2026

[Por: Matias Soares]




O nosso Arcebispo Metropolitano, Dom João Santos Cardoso, com profundo zelo e lucidez pastorais, instituiu uma Comissão para coordenar os trabalhos para a realização de um Sínodo arquidiocesano. De acordo com o Decreto (033/2024), o acontecimento terá por finalidade “revisar, atualizar e regulamentar as orientações pastorais, e administrativas dispostas nos Diretórios Litúrgico, Sacramental, Pastoral e Administrativo e em outras diretrizes, a fim de que se garanta a sistematização e a formatação de um guia prático para todo o território da Arquidiocese”. Sem dúvida, assim como os delineamentos da eclesiologia pós-conciliar, especialmente em nossas paragens latino-americanas, através das suas Conferências, com as recepções desenvolvidas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a nossa Igreja Particular de Natal, que teve um papel de tanto protagonismo em tempos passados na igreja brasileira, é chamada a ‘discernir’, antes de tudo, se está atenta aos sinais dos novos tempos (cf. Gaudium et Spes, 4), que são visualizados numa nova época de mudanças, porque é próprio do tempo ser o cenário da permanente mudança de época. Ele não para. No contemporâneo, ele muitas vezes confunde-se com o espaço

 

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