O principal problema do Brasil não é a corrupção, mas a desigualdade. Entrevista especial com Rudá Ricc

28 de Octubre de 2016

[Por: Patricia Fachin | IHU]
“ ‘A corrupção se dá em países que têm alta desigualdade social e num Estado que é apropriado por elites’, diz Rudá Ricci à IHU On-Line. Para ele, esse é o quadro do Brasil, onde ‘as elites ingressam no Estado, capturam os fundos públicos e pagam os gestores para receber esses fundos’. Para romper com essa lógica, assevera, ‘tem que atacar a desigualdade social e fazer o Estado ser transparente’. E critica: ‘Há quem ache que corrupção é uma questão de foro íntimo, de desvio de comportamento, quando na verdade a corrupção é do sistema; essa ideia é típica de jovem que nunca atuou no Estado, que não sabe como se fazem, inclusive, as pequenas corrupções morais, quando a pessoa chega ao restaurante e todo mundo aplaude, cedem o lugar para ela sentar e a pessoa come e não paga a conta. É isso que a transforma. A pessoa vira capa de revista e acaba tendo um poder de servidor público que não poderia ter. Isto é corrupção: achar que se é maior do que um cidadão comum’ (…)”.
Confira a entrevista.
 
 
 




[Por: Patricia Fachin | IHU]

“ ‘A corrupção se dá em países que têm alta desigualdade social e num Estado que é apropriado por elites’, diz Rudá Ricci à IHU On-Line. Para ele, esse é o quadro do Brasil, onde ‘as elites ingressam no Estado, capturam os fundos públicos e pagam os gestores para receber esses fundos’. Para romper com essa lógica, assevera, ‘tem que atacar a desigualdade social e fazer o Estado ser transparente’. E critica: ‘Há quem ache que corrupção é uma questão de foro íntimo, de desvio de comportamento, quando na verdade a corrupção é do sistema; essa ideia é típica de jovem que nunca atuou no Estado, que não sabe como se fazem, inclusive, as pequenas corrupções morais, quando a pessoa chega ao restaurante e todo mundo aplaude, cedem o lugar para ela sentar e a pessoa come e não paga a conta. É isso que a transforma. A pessoa vira capa de revista e acaba tendo um poder de servidor público que não poderia ter. Isto é corrupção: achar que se é maior do que um cidadão comum’ (…)”.

Confira a entrevista.

 

 

 

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