12 de Abril de 2026
[Por: Ivanir Antonio Rampon]
Dom Helder celebraria uma Missa, no domingo, 25 de novembro de 1962 com os jornalistas, do mundo inteiro, credenciados para divulgar o Concílio. Para tal momento, preparara cópias da homilia. Mas no dia 23 foi procurando por um monsenhor do Vaticano, em nome do Secretário Geral do Concílio: “Estava aflitíssimo. Disse que antes de vir, ele e Mons. Felice tinham rezado juntos para o êxito da missão. Meu discurso já estava traduzido e mimeografado (e ele me deu cópias em várias línguas) quando Mons. Felice o viu. E mandou fazer-me um apelo para que eu concordasse em não o divulgar porque iria causar tristeza ao Santo Padre. Fui amável e respondi que agradecia a confiança de Mons. Felice; que concordava inteiramente com a retirada do discurso (ele poderia ficar tranquilo que eu diria aos jornalistas palavras que de nenhum modo criariam problemas). E frisei que agiria pensando não só no Santo Padre, mas nele Felice, que dá a vida pelo Concílio, que se mata de trabalhar e a quem de modo algum queria contristar. Firmado isto eu pedia vênia para dizer com Galileu: “e pur si muove”. As críticas existem. A decepção é grande. Meu discurso era uma tentativa de reacender a confiança da imprensa no Concílio”…
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